Sociedade de Auxílio à Maternidade e à Infância
Promovendo Vidas e Valores

Nossa Histótia

A SAMI é uma pessoa jurídica de direito privado, do tipo associação civil e sem fins lucrativos, que existe desde o início da década de quarenta, quando era preocupante a situação da saúde pública. Havia carência de recursos financeiros e físicos, mas era grande a preocupação do médico humanitarista Dr. Armando Vasconcellos e de um expressivo número de passofundenses, com a causa da criança e da maternidade, menos favorecidas. 

Sensibilizado pelo exemplo sempre presente desse médico-amigo, um grupo de senhoras iniciou, então a confecção de enxovais para entrega às futuras mães, o que era preparado nas casas das voluntárias, com o fruto de doações arrecadadas na comunidade, sempre presente aos apelos, que fornecia tecidos, lãs e linhas para a realização dos trabalhos.

 

 

 

 

 

 

 

O grupo cresceu e estruturou-se com o apoio e incentivo constante. Em 20 de abril de 1942, reunidas no Clube Comercial, foi fundada a SAMI. Na ocasião, foi escolhida a primeira diretoria e eleita a primeira Presidente a sra. Francis Schisler. Mesmo não sendo filha de Passo Fundo, essa senhora, dona de um carisma e um alto espírito de solidariedade, impulsionou o trabalho que vinha sendo realizado e a SAMI cresceu, sempre apoiada pelas senhoras que integraram as primeiras diretorias.

Um trabalho que começou devagar, através da simples orientação às gestantes e da entrega de enxovais, evoluiu para o atendimento à suplementação das carências alimentares dos lactentes pela doação sistemática de garrafas de leite que eram fornecidas por uma atendente com o acompanhamento do Dr. Armando e do Dr. Oscar Pinto de Moraes, na sede provisória da Entidade, na antiga escada alta da Avenida Brasil, sendo a pequena Lorecy de Mattos e sua mãe as primeiras beneficiadas com o atendimento da SAMI.

 

 

 

 

 

 

 

Em pouco mais de quatro anos, a Entidade já possuía a sua sede própria na Rua Moron, conseguida graças à sensibilização de mais e mais pessoas da comunidade e da doação do imóvel recebida do Dr. Oscar.

Com o correr do tempo, o leite deixou de ser fornecido às mães, uma vez que as crianças passaram a vir até a SAMI para receber assistência. 

A SAMI conta até hoje, com um grupo de voluntárias que se reúne semanalmente para a confecção de enxovais para nascituros que são entregues como benefícios assistenciais eventuais nas maternidades dos hospitais da cidade, para o conserto e reformas de roupas recebidas em doação para uso na Casa, para repasse as famílias de carência extrema, realização de brechó para angariar fundos ou entregues à outras entidades dedicadas ao público adulto.

Em outubro de 1968, numa ampliação da participação da comunidade e do poder público, foi criada uma escola em parceria com a Prefeitura Municipal, nas dependências da entidade, para acolher as crianças das famílias atendidas na SAMI. Em 2010, por força da legislação da educação infantil no país, a escola foi regulamentada por Decreto Municipal, passando a chamar-se Escola Municipal de Educação Infantil Siloé Rocha Bordignon, em homenagem à ex-presidente da Entidade. Dessa data em diante, a atuação da SAMI junto à escola constitui-se no apoio psicológico e social às unidades familiares vinculadas à Escola, dando os subsídios necessários à busca de sua cidadania plena, pela melhoria de sua qualidade de vida, acesso aos seus direitos e ao mercado de trabalho, além de uma vivência familiar harmônica e organizada.

Em 2005 a SAMI estendeu sua atuação comunitária, criando departamento especializado, denominado Centro de Estudos e Proteção à Infância e Adolescência – CEPIA, para o estudo, a divulgação, a prevenção, a proteção e a avaliação de crianças e adolescentes vítimas de violência, abuso e exploração sexual e apoio a suas famílias.

Além desse trabalho, o CEPIA realiza o acompanhamento psicológico dos usuários que tiveram a violência confirmada, buscando com essa ação suprir carência verificada na rede municipal, além de oficinas dentro do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, objetivando a reinserção social e comunitária das crianças e adolescentes. Como motivação, é distribuído diariamente lanche para esse público durante as atividades desenvolvidas, bem como supridas as necessidades de vestuário e transporte.

Em razão de sua localização central, a SAMI possui uma clientela oriunda dos mais diversos bairros de nosso município. Isso imprime ao trabalho realizado características muito peculiares, pois ao mesmo tempo em que as famílias fazem parte da comunidade da SAMI, elas pertencem ao bairro de onde provem diariamente para trabalhar no Centro da cidade. 

Em fevereiro de 2015 a SAMI inaugurou seu novo imóvel que está localizado na mesma Rua Moron 2.500 e, para a sua manutenção continua buscando doadores, realizando eventos e promoções, e habilitando-se em editais e projetos, para permitir a continuidade da realização do trabalho desenvolvido no CEPIA, principalmente com as crianças e adolescentes vitimados sexualmente. Isso reforça a necessidade da ampliação da participação comunitária nos destinos da SAMI, uma vez que o objetivo é continuar prestando esse relevante serviço à comunidade de Passo Fundo e região, pois se fez referência especializada na área.